28.9.18

A Moreninha | Resenha

A resenha de hoje é de um clássico do Romantismo brasileiro escrito por Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha é considerado o primeiro romance romântico brasileiro.

Título: A Moreninha
Autor (a): Joaquim Manuel de Macedo
Editora: Ciranda Cultural
Ano: 2007
Número de páginas:160
ISBN: 85-7520-664-8 


Augusto é um namorador. Não consegue passar muito tempo comprometido com a mesma menina. Ao ser convidado pelo amigo Filipe a passar o feriado com sua família em uma ilha, recebe um desafio: Caso ele se apaixonasse por uma das primas ou irmã de Filipe, escreveria um romance. Caso isso não aconteça, Felipe o escreveria. 

Além de Augusto e Filipe, os amigos Fabrício e Leopoldo foram junto par a ilha. Lá haviam as meninas D. Quinnquina, D. Gabriela, D. Joana e D. Carolina, conhecida como a Moreninha. Todas elas muito belas. 

A Moreninha destaca-se das outras meninas pela sua personalidade brincalhona e divertida. Augusto percebe um amor nascer por essa menina. 

O livro faz um interessante retrato da sociedade da época. Ali estão começando os casamentos por amor, visto que antes eram todos arranjados com base nos negócios da família. As mulheres também casavam-se muito cedo. As meninas eram educadas para serem donas de casa: pintavam, bordavam, tocavam piano. Aqui no livro todas tinham entre 14 e 17 anos, e tinham pressa para casar. 
Elas se correspondiam com mais de um rapaz, pois a única forma de garantir o seu futuro era tendo um casamento,e elas precisavam ter cartas na manga. 

Já os rapazes podiam fazer faculdade e casavam-se após terminarem os estudos. Eram mantidos pelo pai na cidade, com um estilo de vida confortável: teatros, óperas, comer fora, casa quarto individual e um lacaio para cuidar dos afazeres domésticos. 

Lógico que aqui estamos falando de burguesia. E é esse recorte da sociedade que Joaquim Manuel de Macedo escolheu representar. Aliás, é a sociedade que o Romantismo representou. 


Como os outros livros dessa escola nos é apresentado um amor proibido, uma mulher perfeita e um homem com falhas que seriam corrigidas pelo amor. 

Eu gostei de me reencontrar com as obras que estudei na escola e de ver como era a nossa sociedade no século XIX. 

Foi uma leitura bastante gostosa, dá para "shippar" Carolina e Augusto e o final é bastante fofinho!

Na minha edição a história inteira teve 151 páginas, então é um livro bem curtinho, para ser lido rápido. 

Nota:




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