15.12.17

Assassinato no Expresso do Oriente


Num luxuoso trem que corta a Europa viajam pessoas das mais diversas nacionalidades. Entre elas um americano que é assassinado durante a viagem e o nosso querido detetive belga Hercule Poirot. Acontece que na noite do assassinato o Expresso do Oriente fica parado devido a uma nevasca e não há pegadas na neve. Dessa forma, o assassino só pode estar ali, naquele trem.

resenha do livro que deu origem ao filme baseado na obra de agatha christie

Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Título original: Murder on the Orient Express
Autora: Agatha Christie
Ano da primeira publicação: 1934
Tradução: Archibaldo Figueira
Editora: Nova Fronteira
Ano da edição: 2009
Número de páginas: 223
Gênero: Ficção, Suspense, Policial
ISBN: 978-85-209-2354-2

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Particularmente, acho  Assassinato no Expresso do Oriente um dos livros mais geniais de Agatha Christie, que sempre inova a cada obra (olha que a mulher escreveu várias). Este aqui eu resolvi reler por conta do filme que está em cartaz e mesmo assim me surpreendi. Eu já sabia qual era a chave do mistério, mas quem disse que eu lembrava dos detalhes? Dos motivos? 

A bordo do Expresso do Oriente também estavam um diretor da companhia Wagons-Lits e um médico grego, que auxilia Poirot nos detalhes mais técnicos do assassinato, como a hora que pode ter ocorrido. O que deixa nosso detetive de cabelo em pé é o fato de haverem 12 facadas, aplicadas com forças diferentes e a porta da cabine estava trancada por dentro.
O detetive descobre tudo apenas raciocinando e conversando com os passageiros. 

Como pistas, ele encontra um lenço com a inicial H, um limpador de cachimbos, uma carta queimada e um botão do uniforme de um funcionário do trem. 

Os personagens (que são todos interrogados), têm histórias de vida diferentes, e procedências diferentes. Num mesmo vagão do Expresso do Oriente estão a bordo uma princesa russa e um valete, um casal de conde e condessa com passaporte diplomático e uma dama de companhia. Suecos, alemães, franceses, ingleses, americanos... Mulheres histéricas, mulheres calculistas. E para Poirot nada se passa desapercebido. Seja a forma de pegar na caneta, uma marca de tinta, um pronome utilizado durante a entrevista.

Ficamos chocados com a inteligência do homenzinho que consegue contornar o mais absurdo dos casos, relembrar um caso famoso, interligar situações (sem dispor de meios para consulta, como jornais e bibliotecas). E ainda propor duas soluções para o mesmo crime. 

Por ser um livro de mistério, não posso dar muitos detalhes. Como sempre, a narrativa é fluida e rápida. Neste caso, a maior parte do livro se passa num mesmo dia, apenas com entrevistas. E é impressionante a capacidade da autora de dar dinamicidade a diálogos e interrogatórios. E até mesmo doses de bom humor. 

Comprei essa edição da Nova Fronteira há muitos anos, num box que estava à venda numa revista da Avon. Por isso não tenho muito o que falar sobre diagramação nem nada, visto que é uma edição econômica, com papel branco e de baixa gramatura (às vezes ele fica até transparente), mas o conteúdo tem um poder de prender o leitor tão grande que isso fica insignificante. 

Nota: 






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2 comentários:

  1. Estou com esse livro aqui pegando poeira e até agora não consegui abrir pra ler :( Fiquei mais animada ainda em ler depois de ter saído o filme. Um grande clássico da Agatha Christie que não onde deixar passar batido.
    www.blogflorescer.com

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  2. Não deixe passar batido não! Esse livro é muito bom pra ficar pegando poeira

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Ilustração por Wokumy • Layout por