24.2.17

Resenha: À Sombra do Perigo



Título: À Sombra do Perigo
Autora: Judie Castilho
Editora:Chiado Editora
Número de Páginas: 422
Ano: 2016
PDF cedido pela autora em parceria com o blog

Olá pessoal, tudo bem?
Finalmente terá mais uma resenha por aqui! Demorei, mas consegui terminar de ler a sequência de O Beijo da Morte (que já tem disponível para venda, publicado pela Chiado Editora e em e-book Kindle). Eu demorei porque semestre passado foi muito doido na faculdade e ainda por cima estava lendo o pdf que a autora me enviou (sim, antes de estar disponível na Amazon pelo Kindle) no celular, e isso é um transtorno. Acaba desanimando qualquer um.
Contudo, no Natal eu ganhei um Lev e consegui passar o livro para ele, o que me ajudou muito a deslanchar, embora não tenha sido apenas por isso que a leitura foi para frente. Mas vamos falar do livro primeiro?

ATENÇÃO: ESTE TEXTO PODE CONTER SPOILERS!


Ao final de O Beijo da Morte pudemos perceber até onde vai o amor de Haysla por Benjamin e os níveis de inconsequência que nossa mestiça favorita é capaz de alcançar por aquele klyso.

Frantila corre sérios riscos de ser invadida por gafanhotos, e uma guerra universal está eminente. Benjamin e Vryan, o presidente da União Universal e pai de Haysla encontram-se cada vez mais atarefados com interrogatórios e planos governamentais para conter a invasão e tentar restabelecer a paz no universo.
Haysla conseguiu a tão sonhada monitoria para ficar mais tempo perto de seu amado professor, e essa proximidade toda está cada vez mais perigosa, pois sabemos que Haysla é intolerante ao veneno de Benjamin, uma substância produzida pelos klysos que lhes confere longevidade. Mas as coisas entre o casal proibido começam a esquentar, e Haysla cada dia mais passa a ter sua vida no fio de uma navalha, pois qualquer distração entre os dois poderia acarretar em  uns beijinhos, o que seria fatal à garota.

Para suprir essa "carência", Hasysla se conforta nos braços do maravilhoso Keynel, seu namorado oficial, que faz todos os seus desejos e caprichos. Porém ela começa a se sentir mal por trair o trolk, ainda mais sabendo o quanto ele gosta dela. Mas não consegue se afastar, pois a química entre os dois é muito forte e o garoto é uma espécie de "tábua de salvação".

O começo do livro estava um pouco maçante. Eu senti um certo distanciamento do estilo que a Judie Castilho nos apresentou em O Beijo da Morte, e as semelhanças com Crepúsculo ficaram cada vez mais inevitáveis. Tudo bem que esses elementos sempre existiram, mas a forma como foram trabalhados no primeiro volume da série foram um diferencial. Neste livro só não tínhamos a mocinha ingênua e com problemas de autoestima, pois Haysla é o total oposto de Bella. Mas podemos perceber um triângulo amoroso entre dois homens "perfeitos", um homem com "superpoderes" e muito mais velho do que aparenta (sim, Ben é um centenário, mas pode viver uns 900 anos então em termos klysos ainda é jovem), que pode voar, ler mentes, ter um autocontrole incrível e praticamente carecer de humanidade pelas abdicações que faz em prol de sua amada.

Infelizmente o livro começou mal. Havia tanto universo a ser explorado com a invasão dos gafanhotos e a autora focou muito em diálogos e cenas melosas entre Haysla e Ben, Haysla e Keynel. Enquanto isso, Violyt, a amiga fiel, ficou extremamente apagada.

Ela apareceu poucas vezes no laboratório onde conseguiu sua monitoria, e acaba se aproximando de Donnank, enquanto se afasta cada vez mais de Lohan, seu namorado que não vê a hora de ter relações sexuais com ela. Esse ponto do relacionamento fofo se transformando em abusivo poderia ter sido melhor explorado, pois algumas vezes o garoto chegava a ser totalmente incômodo e dava justificativas machistas para o fato dele querer tanto, invés de apenas respeitar o tempo de Violyt. Mas não vou contar como ela resolve esse problema.

Aliás, eram nas cenas de Violyt que eu me lembrava que a verdadeira autora era a Judie Castilho e não a Stephanie Meyer. No laboratório, Anuska e Donnank conduziam uma pesquisa com células de Feithyos, um outro povo desse universo, e havia a grande possibilidade de se haver um antídoto contra o veneno klyso. Isso era carregado de explicações biológicas, em termos de citologia e as diferenças entre as células sanguíneas de cada povo, e até mesmo onde o veneno atuava em casos de intolerância. A genialidade aliada à criatividade dava o seu ar da graça.

A partir da última metade do livro, a narrativa passa a se desenrolar melhor e uma sucessão de conflitos é introduzida, acelerando o ritmo de leitura e atiçando a curiosidade do leitor. Percebemos que a escrita que parecia agonizar, levanta-se de vez e mostra a que veio, salvando esse livro de uma avaliação negativa por este blog que vos fala.

Nessa hora, vários fatores que nos foram apresentados no primeiro livro da série e nessa primeira parte da narrativa são postos em prática. Agora vemos Haysla amadurecer, Violyt ganhar um certo destaque (embora apareça pouco, passa a ter um papel crucial nos conflitos e principalmente no desfecho) e não conseguimos largar o livro até chegar na última página, ansiando pelo terceiro volume da série, que eu sinceramente espero que comece de uma forma mais "agitada", digamos assim.

Não vou fazer uma análise mais detalhada sobre a segunda metade porque obviamente está cheia de spoilers e não quero estragar a surpresa. Mas vale a pena enfrentar aquele começo mais paradão só por causa do final.

Vou dar 3 aviõezinhos por este livro.


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Ilustração por Wokumy • Layout por