22.6.18

O Mistério do Trem Azul - Resenha

Em mais um livro genial da rainha do crime, temos histórias que se cruzam, desavenças por heranças, assassinato e roubo de joias históricas. O Mistério do Trem Azul é o segundo livro da Agatha  Christie, dentre os que eu já li, em que o assassinato era cometido dentro de um trem. O outro foi Assassinato no Expresso do Oriente, sobre o qual já fiz uma resenha aqui no blog.

Título: O Mistério do Trem Azul
Título original: The Mistery of the Blue Traim
Autora: Agatha Christie
Ano da primeira publicação: 1928
Tradução: Carlos André Moreira
Editora: L&PM Pocket
Ano da edição: 2009
Número de páginas: 272
Gênero: Ficção, Suspense, Policial

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20.6.18

Desapegos - conto

Photo by RAHUL SHAH from Pexels

Ela encarou o último chocolate da caixa. Não sabia se guardava aquele último pedaço de prazer para alguma hora mais tarde da longa noite que teria pela frente. Respirou fundo e voltou ao árduo trabalho de separar os tão queridos livros entre as inúmeras caixas de mudança e de doações. Na nova vida não haveria espaço para excessos, então manteria consigo apenas as leituras que a marcaram de alguma forma.

Desapegar não era fácil. Desde que recebera a nova proposta de emprego para trabalhar em uma outra cidade, Larissa não havia sossegado. Primeiro o peso da decisão a ser tomada: Abandonar uma vida estável para recomeçar? Em seus trinta e dois anos nunca houvera muito espaço para incertezas. Era determinada e o antigo emprego foi uma conquista merecida, fruto de muita luta. Mas o novo salário era realmente bom, e a vida na cidade grande sempre fora um sonho distante para a garota que cresceu no interior. 

Concentrava-se nas paredes, agora vazias, da casa que não seria mais sua. Iriam todos os quadros caber nos quarenta e cinco metros quadrados do apartamento novo? E a cama king size? Mas para ela desapegar-se de quaisquer móveis seriam infinitamente menos doloroso do que deixar alguns livros para trás. 

Enxugou uma lágrima que apareceu de teimosa, bebeu, em um copo de requeijão,  um gole de vinho  para afastar a vontade de abrir o bombom e colocou uma velha canção de blues para tocar. Sorriu. Pensou em todos os sonhos que iria realizar. As oportunidades que teria pela frente. Quem sabe a casa própria? Um carro novo? Ou até mesmo casar e ter filhos.... A idade estava batendo na porta, o relógio biológico a apressava. Mas ainda não era hora de pensar nisso. 

Riu ao ouvir a voz de Billie Holliday. Era a única em seu grupo de amigos da cidade interiorana que gostava de blues. Talvez seu lugar fosse mesmo numa capital. Lá poderia aproveitar a vida noturna agitada, ter uma vida cultural mais rica. Ah, visitaria museus, bibliotecas e teatros. Faria novas amizades.

Voltou ao árduo trabalho de encaixotar os livros. Eram os únicos objetos da casa que ainda encontravam-se em seu lugar de costume. Os outros estavam todos devidamente embalados, rotulados, à espera do caminhão que chegaria pela manhã. E Larissa sabia que talvez tivesse que passar a noite inteira ali, escolhendo com muito critério quais dos seus preciosos livros a acompanhariam na nova vida. Talvez levasse apenas os que a transformou, a cada leitura, em uma nova Larissa. E isso devolveu-lhe a motivação inicial e a excitação que acometeu-lhe quando recebeu a nova proposta de emprego. Percebeu que independente de onde estivesse, ela estaria em paz. E comeu seu último chocolate para aguardar o futuro que a esperava. 
15.6.18

Laranja Mecânica | Resenha

Laranja Mecânica foi livro escrito para chocar: seja na escrita, seja no enredo. Figurando no rol das distopias clássicas, já mostra em seu título a que veio: pode um corpo orgânico mecanizar-se? O livro nos traz conflitos. É narrado em primeira pessoa por um anti-herói e nos deixa um legado de muitos questionamentos. 

FICHA CATALOGRÁFICA

Título: Laranja Mecânica
Autor: Anthony Burgess
Tradução: Fábio Fernandes
Edição:
Número de páginas: 244
Editora: Aleph
Acabamento: Paperback
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1.6.18

4 livros clássicos para quem está começando


Quem me acompanha sabe que eu amo um bom e velho clássico. Mas quando comecei a entrar nesse universo de "livros cabeça" eu me senti meio perdida... Tentei entrar de cara com Shakespeare e acabou que não entendi muito bem o que ele queria passar. 

Sei que tem formas e formas de apreciar um livro tão antigo, ainda mais escrito em outras línguas, de forma fácil de entender. Uma delas é escolher uma boa tradução. Isso conta muito, pois muitas vezes temos dificuldades em entender até mesmo os livros em português com uma linguagem mais distante da nossa, imagine uma tradução!

30.5.18

Estante cheia: Necessidade ou ostentação?


Ah, uma estante enorme, do chão ao teto, cheinha de livros... Qual leitor nunca sonhou com isso?
Mas agora, você não tem uma dessas... Isso te faz menos leitor do que quem tem?
Afinal, qual a necessidade de uma estante dessas? 

Eu vejo muitos booktubers comentarem que compram mais livros que conseguem ler. E se não compram, recebem de editoras, autores e até mesmo de livrarias. E aquelas estantes que muitas vezes invejamos podem sim estar carregadas de livros não lidos.
25.5.18

Resenha: A Missão


Após uma virose rapidamente dizimar grande parte da população mundial, decide-se criar um país no meio da Floresta Amazônica para manter a espécie humana viva. O país se chamará Tazur e representantes de todos os países foram selecionados para povoá-lo.


FICHA CATALOGRÁFICA

Título:  A Missão
Autor (a): Stefani P. Paludo
Editora: Hope
Ano: 2018
Número de páginas: 298
Edição:Estilo: Distopia/ação
E-book cedido em parceria com a autora
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